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I N T E R N A C I O N A I S

Havana, 12 Novembro, de 2014

Ébola e fome açoitam o continente africano

A epidemia do Ébola na África Ocidental agrava a situação alimentar da região, nomeadamente na Guiné Conacri, Libéria e Serra Leoa, alertou o Instituto Internacional de Investigação sobre Políticas Alimentares (Ifpri).

O Ifpri estima que a fome vai somar milhares de vítimas ao total de mortes devido ao Ébola e fez um apelo à comunidade internacional para unir-se e garantir a proteção, tanto das pessoas infectadas como daquelas com dificuldades de acesso aos alimentos.

Nas zonas mais devastadas nesses três países, entre os mais pobres do planeta, aumentam constantemente os preços dos produtos agrícolas básicos, devido ao abandono das lavouras e à pouca força de trabalho disponível.

O Banco Mundial (BM) supõe que se o vírus se estende além destes povos, no final de 2015 a epidemia terá custado a África Ocidental US$ 32,6 bilhões.

Entretanto, o Ifpri insiste em prevenir mazelas futuras, alegando que quando a epidemia passar a proteção social e o apoio à agricultura serão essenciais para aumentar a resistência perante futuras crises.

"Investir na nutrição e na saúde das populações vulneráveis poderia reduzir a taxa de mortalidade de doenças como o Ébola, já que a situação nutricional e a infecção estão intimamente ligadas", sublinhou a identidade.

O Programa Mundial de Alimentos e a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO) trabalham para facilitar o acesso aos alimentos básicos a aproximadamente 1,3 milhão de pessoas e 900 mil lares rurais nas três nações.

Ainda assim, o Ifpri qualifica de preocupante a próxima temporada de colheita, pois a escassez de mão de obra põe em perigo a segurança alimentar de milhares de pessoas.

Outros organismos internacionais também chamam a atenção acerca da severidade das medidas impostas para conter a pandemia, o que dificulta o acesso de boa parte da população aos alimentos, enquanto o fechamento das escolas em Serra Leoa afastou centenas de crianças dos programas de apoio alimentar, dos quais muitas vezes dependiam.

Ainda, as restrições impostas ao consumo de carne de animais selvagens, suposta fonte do vírus, eliminaram uma fonte tradicional de proteínas e nutrientes da dieta local.

Se bem é imprescindível destinar fundos em nível internacional para controlar e eliminar o Ébola, também devemos pensar como solucionar os problemas a médio e longo prazo, naqueles países onde tem impactado com menor inclemência.

Até o momento, o Ébola matou mais de 5 mil pessoas,dentre as aproximadamente 10 mil infectadas, segundo relatórios recentes da Organização Mundial da Saúde, tendo um impacto severo na cadeia de produção e distribuição de alimentos nos três países mais afetados.

Na região se registram novos casos a cada hora, segundo a organização não-governamental Save the Children, afirmando que se estende a um ritmo "aterrador", o que põe em perigo outros setores da economia dessas nações. (Fragmentos extraídos da Pl)
 

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