Presos Políticos do Império| MIAMI 5      

     

Só TEXTO / Assinatura jornal impreso

I N T E R N A C I O N A I S

Havana, 12 de Junho, de 2014

Participação em massa nas presidenciais sírias, golpe à contrarrevolução

POR volta de 73,42% dos sírios em idade de votar foram às urnas na terça-feira, 3 de junho de 2014, ignorando assim os apelos dos 11 países do Grupo de Londres (o que resta do que antes foram os “Amigos da Síria”) e da Coalizão Nacional da oposição exterior, que se haviam pronunciado por um boicote da eleição presidencial organizada na República Árabe da Síria.

 A Coalizão Nacional pretendeu justificar seu apelo ao boicote da eleição presidencial síria afirmando que controla 60% do território nacional, o qual não tem absolutamente nada a ver com a realidade.

 O fato é que os funcionários da República Árabe da Síria estão presentes em praticamente todo o território nacional, à exceção da fronteira com a Turquia e algumas zonas (mais bem bolsões dispersos) sob controle dos elementos radicais e terroristas armados pelo Ocidente.

 A Coalizão se empenha, ainda, em atribuir ao reeleito presidente, Bashar al-Assad, toda uma série de crimes contra a humanidade, assim como a prática sistemática da tortura e ter ordenado bombardear seu próprio povo.

 Contudo, o voto antecipado dos sírios residentes no exterior deu lugar a uma participação em massa, que se traduziu em verdadeiras manifestações e multidões, tanto no Líbano como na vizinha Jordânia, o qual demonstra rotundamente que os refugiados sírios não saíram do seu país para “fugir do regime”, mas sim por causa dos crimes contra a população perpetrados pelos mercenários estrangeiros.

 Uns 360 órgãos da mídia estrangeira, de todos os países, solicitaram permissão às autoridades sírias para noticiar a eleição presidencial.

 Por seu lado, as autoridades da nação árabe se esforçaram por respeitar minuciosamente as regras democráticas estabelecidas na nova Lei Eleitoral, tanto no referido à organização da campanha eleitoral como na organização e realização do escrutínio. Toda a imprensa credenciada pôde circular livremente e verificar a honestidade que caracterizou a realização das eleições.

 Os resultados oficiais, proclamados na noite de 4 de junho, são os seguintes:
-- Bashar al-Assad (membro do partido Baas, de confissão alauita) obteve 10.319,723 votos, o qual representa 88,7% dos votos válidos e 65% da população em idade de votar;
-- Hassan al-Nuri (liberal, de confissão sunita), obteve 500.279 votos, isto é, 4,3% dos votos válidos;
-- Maher el-Hajjar (comunista, de confissão sunita), obteve 372.301 votos, ou seja, 3,2% dos votos válidos.
-- Boletins em branco e anulados: 3,8%

 Ao ser anunciada a percentagem de participação na eleição presidencial, milhares de pessoas saíram às ruas, nas principais cidades sírias, para festejar o resultado do escrutínio.

 Apesar dos apelos da presidência da República solicitando aos cidadãos que no expressassem sua alegria fazendo disparos ao ar, em inúmeros lugares das grandes cidades puderam escutar-se disparos de celebração, enquanto outros cidadãos festejavam fazendo soar a buzina dos carros.

 Para os sírios, a propaganda das potências ocidentais e das monarquias do Golfo, que pretendia qualificar de “revolução” o que na realidade é uma agressão estrangeira contra a Síria carece da menor credibilidade. Tal como a pretensão da Coalizão Nacional de se converter na representante do povo sírio. (Red Voltaire)

 

IMPRIMIR ESTE MATERIAL


Diretor Geral: Pelayo Terry Cuervo. Diretor Editorial: Gustavo Becerra Estorino
HOSPEDAGEM: Teledatos-Cubaweb. Havana
Granma Internacional Digital: http://www.granma.cu/

  Inglês | Francês | Espanhol | Alemão | Italiano | Só TEXTO
Só TEXTO / Assinatura jornal impreso

© Copyright. 1996-2013. Todos os direitos reservados. GRANMA INTERNACIONAL/ EDICAO DIGITAL

Subir