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E S P O R T E S

Havana. 8 Outubro, de 2014

RUMO AOS JOGOS CENTRO-AMERICANOS DE VERACRUZ
Prognósticos do atletismo para Cuba

Eyleen Ríos López

RECUPERAR a hegemonia cedida devido à ausência, há quatro anos e contribuir ao máximo no propósito da delegação de ocupar o primeiro lugar, será prioridade para o atletismo cubano nos Jogos Centro-americanos e do Caribe de Veracruz.

 As previsões apontam a conseguir entre 15 e 20 títulos, para um grupo de esportistas que deve ultrapassar os 60 membros, incluídos só três campeões dos Jogos que tiveram lugar em Cartagena de Índias, em 2006, e alguns reis pan-americanos dos jogos de Guadalajara 2011.

 Embora se trate de um esporte regido por tempos e marcas, onde o ranking da área poderia “facilitar” a tarefa de prognosticar, esta continua sendo uma missão arriscada, ainda mais sem toda a informação acerca dos contrários, porque ainda as inscrições não se tornaram oficiais.

 Para “refrescar” o acontecido nas duas versões mais recentes, é bom lembrar que em 2006 a Ilha maior das Antilhas dominou com 21 títulos (o atletismo) e o México foi o mais próximo na lista, com oito medalhas. Nos jogos de Mayaguez, em 2010, a partilha foi mais equitativa, com a Jamaica na frente, com dez medalhas de ouro, com os mexicanos e colombianos atrás, quanto ao número de medalhas, com sete.

 Agora, alguns estudiosos asseguram que unicamente Cuba ultrapassará a dezena de medalhas de ouro e já foram identificadas algumas áreas que não deixam dúvidas, relativamente aos favoritos.

 Arremessos e saltos são os eventos onde se deve conseguir o maior número de títulos, inclusive com mais de um cubano no pódio, em alguns casos.

 O disco nas mulheres parece o exemplo clássico, pois devem ser Yaimé Pérez e Denia Caballero as escolhidas para lutar pelo ceptro, no estádio Heriberto Jara Corona, da cidade de Xalapa, a mais de 1.400 metros sobre o nível do mar.

Elas são as que vêm dominando na região nesta temporada, e embora Yaimé tenha um registro máximo de 66,03 metros aqui em Cuba, Denia conseguiu os arremessos mais estáveis em competições fora do país, vários deles beirando os 64-65 metros.

 Trata-se de uma modalidade em que, inclusive, se deve quebrar o recorde para este certame, pois o recorde existente foi imposto nos jogos de Havana 1982, quando a cubana María C. Betancourt registrou um arremesso de 63,76 metros, o qual parece que será superado.

 O disco de homens tampouco deixa muitas dúvidas com o campeão continental de 2011, Jorge Fernández, como claro primeiro candidato, após um ano de prêmios em seus oito concursos além-fronteiras e recorde pessoal elevado até 66,50 metros.

 O jamaicano Jason Morgan poderia ser sua única “sombra”, pois é o outro com alguns resultados relevantes e defenderá o título do torneio precedente, embora seus arremessos sejam claramente inferiores.

 Da jaula do martelo também devem sair duas medalhas de ouro, com a multicampeã Yipsi Moreno pronta para repetir o reinado; e Roberto Janet, disposto a estrear no setor masculino.

 No dardo, Guillermo Martínez é o mais mencionado quando se fala do primeiro lugar no pódio que já conheceu em 2006, embora não aconteça igual nas mulheres, porque Lismania Muñoz carece dessa superioridade.

 Tampouco os prognósticos no arremesso do peso, indicam que Cuba possa obter o título, já que Cleopatra Borel-Brown, de Trinidad e Tobago, está entre as confirmadas e sairá como predestinada ao máximo prêmio.

DE SALTOS E ALGO MAIS

 Nos caminhos de maiores possibilidades para os cubanos destaque para o salto com vara, em ambos os sexos, com a multipremiada Yarisley Silva e Lázaro Borges como protagonistas.

 A campeã mundial indoor tem tudo para deixar seu nome no livro das marcas máximas, porque para ela são, quase uma “brincadeira” os 4,20 metros registrados em 2010 pela venezuelana Keisa Monterola.

 Embora afastado do desempenho que o levou a entrar na elite, ao que parece Borges tampouco deve ter dificuldades para se apossar do título, em uma especialidade onde o resto anda muito longe.

 O salto triplo entre homens é a outra medalha dourada que pode ser considerada “segura” com a dupla formada por Ernesto Revé e o junior Lázaro Martínez, os quais devem ocupar as duas primeiras colocações, sem desconhecer o desempenho de Yordanis Duranona, da Dominica.

 Mais difícil será o salto triplo no feminino com a presença da colombiana rainha mundial e líder do ano, Caterine Ibarguen, um “muro” que nenhuma das cubanas está pronta para ultrapassar.

 As informações flutuam entre o sim e o não, mas o mais recente parece reafirmar que Ibarguen estará presente no evento e, nesse caso, aspirar ao segundo lugar parece o mais real para aqueles que concorram representando a Ilha.

 No salto em distância e em altura tampouco se pode aspirar à medalha de ouro. Homens como Junior Díaz (distância) e Raudelys Rodríguez (altura) devem ser incluídos sem a categoria de favoritos, como tampouco Irisdaymi Herrera (distância) e Dianellys Dutil (altura) entre as meninas.

 Porém, é bom termos cuidado, porque eles nos poderiam dar uma agradável surpresa.

Qualquer opinião será mais certeira com as inscrições finais nas mãos, mas sempre haverá prognósticos que não são mais do que isso, pois a realidade na competição costuma modificar mais de um destino. (Extraído do semanário Jit)

 

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