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Só TEXTO / Assinatura jornal impreso

E S P O R T E S

Havana. 2 Abril, de 2014

CUBA
Panorama no tatame

Joe Tejeda

“O judô não é um simples esporte olímpico de combate ou arte marcial. Vai mais além, é um estilo ou filosofia de vida. O melhor emprego da eficiência mental e física, baseado na ajuda e na prosperidade mútuas. É importante dizermos que em nível internacional é considerado o esporte de combate mais próximo dos métodos e meios didáticos da pedagogia”.

 Assim defende a ética do judô o Professor Titular da Universidade das Ciências da Cultura Física e o Esporte, José Silvio Jiménez Amaro, 62 anos, quem confessa que gosta de escutar, aprender, ser útil e se considera ele próprio um soldado da Revolução, um homem que vive para o judô. E se mais preâmbulo, acedeu a conversar sobre diferentes temas deste esporte com o Granma Internacional.

 O que o senhor acha do Campeonato Nacional, efetuado recentemente em Santiago de Cuba?

Segundo minha apreciação, estamos mal na técnica, a tática e a estratégia. Acho que podemos fazer muito mais. Relativamente à técnica, nos cubanos era significativo o ataque por debaixo da faixa ou cinturão. Havia muitos judocas que tinham essa via como sua única variante, mas essa ação foi omitida do regulamento, portanto agora são obrigados a empregar outras habilidades que antigamente não dominavam.

 Após terem assistido o torneio pela televisão, muitos espectadores se aproximaram de mim, perguntando por que todos os combates acabavam com desqualificação (quatro shidos para o perdedor). Respondi-lhes que simplesmente tinha sido uma errada interpretação das regras por parte dos juízes, que agiram com pressa e não deixaram que fluísse o combate. Em consequência, determinavam que havia passividade muito rápido e admoestavam com shido. Um fato lamentável.

 O torneio de classificação no Barbados...

 Há muita coisa que é imposta pelas federações mundiais e que encarecem o esporte atual. Esse foi um certame desnecessário, tendo em vista a proximidade dos Jogos Centro-americanos e do Caribe em Veracruz, México e levando em conta a supremacia de Cuba na área. Mas era obrigado participar porque assim o estabelecia a União Pan-americana de Judô, a Federação Internacional e a Organização Esportiva Centro-americana e do Caribe.

 Creio que teria sido melhor levar um time com as segundas figuras de cada divisão, as quais nunca têm a chance de concorrer fora, ou com uma seleção de juniores, porque temos que abrir o leque. Se sempre apostamos nos primeiros de cada divisão, nunca se desenvolverão aqueles que vêm atrás. Não pode ser mais uma viagem, mas sim um novo objetivo.

 Expectativas de olho nos Jogos de Veracruz...

 Se nossos técnicos fazem um plano estratégico para enfrentar a colombiana Yuri Albear (70 quilos), bicampeã mundial, podemos vencê-la com Olga Masferrer e assim ganhar todos os títulos, mais uma vez. Eis a tarefa mais importante dos nossos professores, é preciso trabalhar nesses detalhes. Que não se fale em competições, porque agora o judô tem suficientes delas ao longo do ano. E para Cuba um evento centro-americano não é de alta competitividade.

O que opina do retorno da vice-titular olímpica Yalennis Castillo?

 É muito grato seu retorno. Ela é caracterizada por ser uma judoca corajosa e forte, com a qual não se perdeu nada até o último segundo. Diz-se que a mulher aumenta sua fortaleza depois da maternidade, que a faz ganhar maior força. Ela tem demonstrado que vem com novas forças. Tem uma jovem e talentosa rival na sua divisão (78), o que ajuda muito: Kaliema Antomachín, que vem se sobrepondo, há tempo, a várias lesões.

 Grand Prix de Havana...

  Era um reclame aos brados. Cuba tinha ganhado há tempo, a possibilidade de fazer esse certame, devido a sua qualidade, tanto do ponto de vista dos atletas quanto da organização. Há vários anos foram estruturadas várias competições, porque alguém inventou o regime das classificações. Ao ocorrer o ‘gigantismo’ na competição de elite, as confederações de cada continente assumem o direito de fazer mudanças, para ir concentrando a qualidade e que os judocas não vão passear aos eventos. Obrigam os atletas a participar de vários torneios para classificar, neste caso para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro 2016.

 De que está precisando o judô cubano?

 De mais apoio com os meios, quer dizer, quimonos e colchões. Maior prática em massa, nós devemos praticar nosso esporte em todos os municípios, que é uma matéria pendente. O judô é uma arma da Revolução, é formativo e educativo. Maior número de treinadores e maior atenção a eles. Ainda, devemos utilizar mais a ciência e a técnica. Nós todos tornamos grande o judô na medida em que o interpretemos e o representemos.

 

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