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E S P O R T E S

Havana. 12 Novembro, de 2014

Veracruz torna-se a capital
centro-caribenha
• Sede dos 22os Jogos Centro-Americanos e do Caribe
• Pela quarta ocasião o México será o anfitrião destas lides

Oscar Sánchez Serra

A América Central e o Caribe estão de festa a partir da cidade mexicana de Veracruz. Com a cerimônia de acender o fogo da vigésima segunda edição dos jogos esportivos, os mais antigos de caráter regional na era moderna, no passado dia 14 de novembro, começou a luta fraternal por ser o mais rápido, o mais forte e o mais alto em mais de 40 disciplinas esportivas.

O México acolhe esta reunião multiesportiva pela quarta ocasião, pois ali teve lugar a fundação dos jogos, em 1926, e também foi sede dos jogos de 1954 e 1990. Para a ocasião, o país anfitrião será defendido por 752 atletas, incutidos da potencialidade que dá ser a sede e o desenvolvimento atingido dos últimos anos, com o qual pretendem registrar um desempenho histórico, pois tentarão subir ao topo do quadro de medalhas, quando no dia 30 o fogo seja apagado.

Mas, para isso, México deverá vencer a maior potência esportiva da área: Cuba, que com 543 esportistas tem o compromisso de manter o lugar de honra, que não perdeu desde os jogos realizados na Cidade do Panamá, em 1970.

Essa rivalidade marcará o desenvolvimento de cada dia do calendário de competições. O país mexicano obteve o maior número de medalhas de ouro nas edições que tiveram lugar em San Salvador-2002 e Mayaguez-2010, ambas sem a presença de Cuba, pois não lhe ofereceram as mais mínimas condições, como estipulam os regulamentos do movimento olímpico internacional.

Não serão descartáveis e, ainda, deverão ser levadas em conta as representações da Venezuela e a Colômbia, duas das principais animadoras da luta pelo lugar de honra. Venezuela apresenta 546 aspirantes aos títulos e a Colômbia 416; nestes últimos destacam sete atletas que obtiveram medalhas olímpicas em Londres-2012.

Em Mayaguez, a Venezuela fez tenaz resistência na luta pelo topo do quadro de medalhas. Há quatro anos ficou segunda e conseguiu 116 medalhas de ouro, somente 11 menos que a delegação mexicana. Nessa ocasião, a Colômbia também ultrapassou a centena de medalhas, com 104.

Ainda que os jogos Centro-Americanos e do Caribe não tenham o antepassado competitivo de uns Jogos Pan-Americanos e ainda menos de uns Olímpicos, o desafio será maiúsculo para a delegação cubana. Seria preciso começar dizendo que Cuba reaparece nesta cidade depois de oito anos afastada do ambiente atlético centro-caribenho e além desse fator contrário tem pela frente outro ainda maior.

Acontece que em Veracruz, dos 543 atletas cubanos, 467 o fazem por primeira vez neste tipo de competição, com a responsabilidade de manter a glória com a qual grandes figuras têm entrado na história do esporte cubano, na sua passagem pelos Jogos Centro-Americanos e do Caribe. Se a isso acrescentamos que a delegação tem a desvantagem de não participar em 108 disputas de medalhas — praticamente 25% dos eventos de competição — se pode apreciar a magnitude da façanha que deverão escrever os jovens esportistas.

Atletismo, boxe, judô, taekwondo, caratê, tiro, canoagem, remo e levantamento de pesos, são alguns dos esportes de melhores possibilidades, embora as equipes de basquete — sobretudo feminino — vôlei — neste caso os homens — o beisebol, os dois times de handebol e de hóquei sobre relva, têm a mesma pretensão de medalhas. O mesmo acontece com algumas individualidades da esgrima, o ciclismo e a vela.

De qualquer forma, Cuba tornou público que o objetivo na ordem esportiva é continuar prestigiando o principal palco esportivo da região e para esse empenho, não abriu mão da pretensão de participar com suas melhores figuras, dando prioridade a estes jogos, acima de outros compromissos de maior categoria.

Ainda, Cuba também expressou que suas aspirações, não outras, são as de se tornar novamente a rainha do mundo atlético da região centro-americana.
 

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