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Só TEXTO / Assinatura jornal impreso

E S P O R T E S

Havana. 12 Fevereiro, de 2014

De Margarita a San Juan,
a Caribbean Series

Oscar Sánchez Serra

MÉXICO, o país de maior destaque no futebol da bacia do Caribe, se tem convertido, agora, no país que dita as regras no beisebol dessa região. Venceu em três dos últimos torneios da zona, incluindo o torneio da Caribbean Series, que concluiu recentemente na Ilha Margarita, Nueva Esparta, o único estado insular da República Bolivariana da Venezuela.

 Os mexicanos foram representados pelo campeão da Liga do Pacífico dessa nação, o time Naranjeros de Hermosillo, que sucede no reinado outro time mexicano, o Yaquis de Obregón, campeão da Caribbean Series de 2013 e na de 2011.

 O desempenho do time Naranjeros de Hermosillo colocou o México no terceiro lugar histórico das Caribbeans Series, com oito coroas, com o qual aparece agora com o mesmo número de vitórias de times de Cuba e da Venezuela, que também foram campeões desses certames em oito ocasiões. Os Naranjeros não conseguiam a vitória desde 1976, quando se converteram no primeiro time do beisebol mexicano a obter o primeiro lugar e a coroa na lide caribenha de campeões deste esporte.

 Na final, Naranjeros venceu o time porto-riquenho Indios de Mayagüez, que segundo a opinião de muitos, nós incluídos, fez muito mais do que seu conjunto de jogadores prometia. Contudo, apesar de ter um desempenho espetacular, Porto Rico não conseguiu saciar a sede do triunfo na Caribbean Series, pois não obtém o primeiro lugar desde há 14 anos.

 Duas grandes decepções teve a Caribbean Series: a saída inesperada da seleção local, Navegantes del Magallanes, que foi derrotada duas vezes a fio pelos porto-riquenhos, e a pobre atuação do time que representava Cuba: o Villa Clara, atual titular da Ilha maior das Antilhas.

 Era quase um fato aceito ver os venezuelanos na disputa do título; não obstante, sua ofensiva fraquejou nos momentos mais importantes do jogo e ante os porto-riquenhos e quando tentaram diminuir a vantagem, os arremessadores contrários lhes impediram marcar pontos. Muitos opinaram que, já classificados, os venezuelanos não deram importância ao jogo final, justamente ante os Indios de Mayagüez, pois ainda que vencessem ou fossem derrotados, deviam manter o primeiro lugar dentre os quatro classificados para a final.

 Inclusive, até se chegou a comentar que isso lhes dava a possibilidade de escolher seu próximo contrário: neste caso Porto Rico ou Cuba. Caso perderem deviam enfrentar Porto Rico e caso vencerem, deviam jogar com Cuba. Determinaram enfrentar Porto Rico pensando que era a melhor escolha, mas afinal os porto-riquenhos acabaram se convertendo em seus vitimários.

 Creio que o time Magallanes fez o correto, tentou não cansar os jogadores de primeira linha em um jogo que não tinha nenhum valor, para guardar tudo para o outro encontro, que era decisivo para passar à final, embora tivesse que enfrentar duas vezes o mesmo time. A tática saiu mal, sim, mas era o mais lógico, independentemente de qual time seria mais fácil de vencer.

 Do time cubano Villa Clara é preciso dizer que a torcida esperava mais, em meio da expectativa que gerou o retorno de um time cubano a estes campeonatos, depois de 54 anos de ausência. Isso pode ter provocado certa pressão nos jogadores, mas nem tanto porque foi o time que mais pontos permitiu aos contrários; foi o time que mais erros cometeu no campo, com uma média de 959, um indicador quase raro e praticamente inexistente neste nível do beisebol, onde os erros se pagam caro, pois o contrário aproveita qualquer fraqueza.

 Segundo nossa opinião, o time careceu de uma estratégia elaborada previamente ao torneio, talvez por desconhecimento e por falta de informação, bem como um critério não certeiro de seleção. É impossível chegar a uma competição deste tipo com um quadro de jogadores no qual vários deles jogam nas mesmas bases. No beisebol moderno, com a versatilidade que é exigida aos jogadores do quadro, foi um esbanjamento, que bem podia ter sido usado para levar mais arremessadores, um ponto fraco, em nível nacional e internacional, do beisebol cubano.

 E o time da República Dominicana, com o aval de ser a nação com maior número de títulos ganhos na Caribbean Series, e com um time de luxo, com jogadores de experiência nas Major Leagues e outros com muitas perspectivas de tê-las, não conseguiu vencer o México na semifinal e não chegou à  final, o qual teria conseguido na passada edição, na cidade mexicana de Mexicalí. Sua principal deficiência: não marcar pontos no momento chave, algo que sobrou ao México.

 San Juan de Puerto Rico, espera a 57ª edição da Caribbean Series, em fevereiro de 2015, com um novo formato estreado na Ilha Margarita, que deixou atrás o sistema de todos contra todos ou round robin, para adotar o espetáculo das semifinais cruzadas. Com mais um ano de experiência, Cuba deve crescer em qualidade, com a expectativa de ter um melhor beisebol.

OFENSIVA DOS TIMES NA CARIBBEAN SERIES - ILHA MARGARITA-2014

Equipes

VB

C

H

2B

3B

Hr

CI

SLG

SO

BB

AVE

México

200

34

57

8

2

7

33

450

38

20

285

Dominicana

170

25

41

7

0

5

23

371

25

20

241

Cuba

132

13

31

7

1

2

11

348

17

8

235

Venezuela

156

20

36

3

0

3

17

308

27

14

231

Porto Rico

186

19

36

10

0

3

18

296

35

15

194

 

DESEMPENHO DOS ARREMESSADORES NA CARIBBEAN SERIES MARGARITA-2014

Equipes

EL

C

CL

H

Hr

WHIP

SO

BB

PCL

Venezuela

44

16

14

32

1

1.09

32

16

2.86

Porto Rico

53

25

20

50

7

1.34

27

21

3.40

México

53

23

22

44

5

1.02

29

10

3.74

Dominicana

44

20

19

34

3

1.05

29

12

3.89

Cuba

34

27

25

41

4

1.74

25

18

6.62

 

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