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Havana. 28 de Maio, de 2014

Silvio Rodríguez recebe prêmio Barnasants 2014

Ladyrene Pérez e Mónica Rivero

SILVIO Rodríguez foi homenageado com o premio Barnasants 2014, entregue nos Estúdios Ojalá por Pere Camps, criador deste Festival de canção de autor (dos mais importantes da Europa) em 1996 e seu diretor desde essa época.

 Camps declarou que o reconhecimento obedece ao fato de que Silvio é “alguém que toma as palavras, as trabalha como se fossem argamassa e as devolve em canções, que falam sobre nossos “amores, desamores, esperanças, liberdades, igualdades e contradições, sem as quais o mundo não avançaria. Por isto e por muito mais”.

 Também entregou-lhe uma serigrafia com o lema Barnasants em catalã, cuja tradução significa: A pátria é do povo.

 “O lema é maravilhoso”, comentou Silvio, que também se referiu ao Festival Barnasants como “um dos poucos festivais que há no mundo, que se dedica a manter vivente a canção de autor, do ponto de vista cultural e do compromisso”.

 Afirmou receber o prêmio “com o mesmo sentimento de honra” com que uma vez recebeu, em 1985, “um pequeno violão que me deram no Festival Tenco (de San Remo). Creio que são festivais muito irmanados porque os dois são pobres, de pessoas honestas que amam a cultura e as pessoas. Aquele que pedir mais, como dizia um amigo meu, é um guloso”.

 Em breve intercâmbio com a imprensa, as duas figuras se referiram à recente divulgação do vídeo Ojos color sol, tema musical de Calle 13 e Silvio Rodríguez.

 O trovador cubano considera que o grupo porto-riquenho é “uma vanguarda juvenil na canção. É um privilegio que jovens tão prestigiosos chamem um velhinho como eu para gravar”, disse à maneira de gracejo, antes de concluir: “Estou muito grato”.

 Os artistas foram perguntados acerca da recente carta aberta de personalidades estadunidenses, enviada ao presidente Barack Obama, pedindo examinar as relações com Cuba. Silvio confessou que não tem “nenhuma fé em que Obama mude nada. Gostaria que o fizesse, mas não tenho fé”.

 Quanto à possibilidade de aumentar o alcance de Barnasants, em nível internacional, Camps explicou que o festival enfrenta uma situação difícil, em termos de meios e recursos. “Barnasants tem resistido porque sempre funcionou como guerrilha cultural (...) trabalhando em rede. Se aplicássemos um critério comercial isso não seria possível”.

 “Neste momento, as verbas que recebe o festival por parte da Espanha são 60% das que recebia três anos antes, e da Catalunha 30%”, afirmou Camps, que também agradeceu a colaboração de muitos artistas para continuar levando adiante este projeto cultural.

 O Festival Barnasants nasceu no bairro de Sants, Catalunha, e foi concebido como um ciclo de resistência da canção de autor. A relação com Cuba tem uma trajetória notável.

 Sua edição de 2008 foi encerrada em Havana. Em 2012 celebrou-se nesta capital um concerto especial de Maria del Mar Bonet; e em 2014 editou o disco “Vicente Feliú al Barnasants”, primeiro fonograma que realizam com um artista que não pertence ao âmbito dos países catalães. Além do mais, Pere Camps informou que a edição do festival correspondente a 2015 se celebrará em Cuba.

 Recentemente, Barnasants foi honrado com o Prêmio Nacional da Cultura da Catalunha 2013 e com a Medalha de Honra da cidade de Barcelona 2013. (Extraído do Cubadebate).

 

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