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C U L T U R A

Havana. 25 de Junho, de 2014

25º Festival Internacional
Boleros de Ouro
• Homenagem a duas lendas: Pedro Vargas e Benny Moré

Mireya Castañeda

PEDRO Vargas e Benny Moré partilharam gravações e os palcos no México e Cuba. Seus sinais e legados são inquestionáveis. Ora, o 25º Festival Internacional Boleros de Ouro rende homenagem a eles.

O presidente deste Festival, o maestro José Loyola, reiterou que Pedro Vargas, conhecido como O Tenor das Américas, e Benny Moré, conhecido como O Bárbaro do Ritmo, são figuras chaves do bolero e de sua projeção internacional.

A ocasião de prestar tributo a estas duas lendas vem propiciada por duas datas: 25 anos do falecimento de Pedro Vargas (México 1906—1989) e o 95º aniversário natalício de Benny Moré (Cuba 1919—1963).

"Mas, ainda", destaca Loyola, "trata-se da 25ª edição do Festival Boleros de Ouro e um quarto de século da existência permite mostrar a importância de um gênero entranhável para ambos, porque caso contrário já teria morrido".

"Levamos em conta, especialmente, que eles gravaram três boleros de ouro formando um dueto maravilhoso: Solamente una vez, do mexicano Agustín Lara; La vida es un sueño, do cubano Arsenio Rodríguez, e Perdón, do porto-riquenho Pedro Flores. Três compositores que colocaram o bolero no topo".

O Festival, convocado pela Associação de Músicos da União dos Escritores e Artistas de Cuba (Uneac), terá lugar em Havana, de 25 a 29 de junho e será uma mostra fervente de que, nascido na Ilha, o bolero muito rapidamente se espalhou pela América toda.

O tributo ao Tenor das Américas inclui uma função de gala, cujo cantor central será o afamado solista mexicano Carlos Cuevas, acompanhado do seu conjunto, o qual interpretará músicas cubanas que foram tornadas populares por Pedro Vargas.

Loyola lembrou que Cuevas esteve em Cuba, nos começos da sua carreira. "E podemos dizer que Cuba o lançou ao mundo porque, pouco depois, ele venceu o Concurso OTI".

Numa visita prévia a Havana, Cuevas, acompanhado de Pedro Vargas (filho) e Pedro Vargas (neto) anunciaram um ciclo de quatro o cinco fitas das quais o grande cantor foi o protagonista, pois durante a Época de Ouro do cinema mexicano participou de mais de 70 fitas.

Além do mais, no Hotel Nacional, será exposta uma exposição fotográfica acerca da vida e a trajetória profissional de Pedro Vargas.

No encontro com a imprensa, para dar pormenores do programa, Pedro Vargas (neto) pediu a todas aquelas pessoas que conservem fotos e imagens das diferentes visitas do seu avô à Ilha para as enviarem à Uneac, como um empréstimo, com vista a enriquecer a mostra fotográfica.

A famosa cantora cubana Omara Portuondo, presente no salão Huron Azul, da Uneac, entregou-lhe uma foto na qual Pedro Vargas aparece junto do quarteto Las D’Aida, no qual ela cantou, durante uma atuação na Ilha.

Em um breve à parte, a atual diva do Buenavista Social Club expressou: "Pedro Vargas trabalhou imenso conosco (Las D’Aida), na boate Montmartre, e depois também no México. Era um homem fantástico, maravilhoso".

O presidente da Uneac, Miguel Barnet, anunciou então que um busto de bronze de Pedro Vargas, que a família doou a Cuba, será colocado em uma praça da antiga Havana, Patrimônio da Humanidade, onde já existe, também, uma estátua do compositor mexicano Agustín Lara.

Precisamente, Vargas visitou Havana, pela primeira vez, em 1933, acompanhado de Agustín Lara e "Toña la Negra". Depois, durante muitos anos, compartilhou o palco com o compositor e pianista cubano Ernesto Lecuona e interpretou peças de outras figuras de vulto da música cubana, tais como Osvaldo Farrés, Luis Marquetti ou Miguel Matamoros.

Pedro Vargas foi um dos melhores e mais bem-sucedidos intérpretes das canções de Agustín Lara e cantou, entre outras; Granada, Solamente uma vez, Santa e Noche de ronda.

O Tenor conseguiu impor seu estilo pessoal e cativou com sua voz inconfundível e ao cantar boleros se tornou um ídolo. Uma frase tríplice o identificava: "muito grato, muito grato, muito grato".

Quanto ao bolero, Benny Moré possui um rico repertório. Basta mencionar algumas peças antológicas: Tu me sabes comprender, Conocí la paz e Dolor y perdón.

Um sentido musical inato, voz fluida de tenor e seu fraseado, o converteram em um mestre de todos os gêneros da música cubana, destacando particularmente no son montuno, no mambo e no bolero.

Intérprete de alta categoria, deixou uma herança impossível de esquecer. Para ter uma dimensão dessa lenda se torna imprescindível escutar o disco Benny Moré, 20 boleros de oro, gravado pela Artex, em 1994.

No disco podemos desfrutar de Mucho corazón, de Enme Elena Valdelamar; A media noche, de Pablo Cairo; ¡Oh, vida!, de Luis Yáñez-Rolando Gómez; Mi corazón lloró, de Frank Domínguez e Dolor y Perdón e Mi Amor Fugaz, ambos do próprio Benny Moré.

O 25º Festival Internacional Boleros de Ouro permitirá reafirmar que Pedro Vargas e Benny Moré são dois ídolos imperecedouros.
 

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