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C U L T U R A

Havana. 17 de Setembro, de 2014

Morte do autor de "Cuba sim, ianques não", deixa marca inesquecível

A morte do lutador popular e cantor e autor revolucionário colombiano Alejandro Gómez Roa, autor da canção Cuba sim, ianques não, deixou uma marca inapagável de profunda ligação com a Ilha, ciclo vital que perdurará para sempre.

O comandante-em-chefe Fidel Castro Ruz com Gómez Roa em Havana.

Morto em 9 de setembro, por causa dum infarto, aos 79 anos, em seu lar de Tunza, departamento central colombiano de Boyacá, sua história está ligada a Cuba, país com o qual manteve grande lealdade, depois do triunfo da Revolução, liderada por Fidel Castro, que abriu uma nova etapa redentora em 1959.

Cuba sim, ianques não, comoveu milhares de pessoas no mundo todo, no início da década dos anos 60. Em 2001, o líder histórico da Revolução cubana diria a Alejandro, "Você é um profeta".

Sua canção imortal antecipava a nova luta que se iniciaria nos anos 60, a 90 milhas dum império poderoso, frente ao qual Cuba manteve no alto sua independência e soberania.

Em 1960, a pedido expresso de Fidel Castro, Gómez Roa cantou sua canção perante milhares de pessoas, no Estádio Latino-Americano, em Havana, e anos depois recebeu a medalha da Amizade do Conselho de Estado da República de Cuba.

Em 26 de julho deste ano, sua canção vibrou de novo no auditório do Congresso colombiano, em homenagem à data do ataque ao quartel Moncada — a luta que marcaria a viragem definitiva na história de Cuba — atividade organizada pelo movimento de solidariedade colombiano.

O Grande Companheiro, como era conhecido pelo título que lhe conferiu a Casa Colombiana de Solidariedade com os Povos, em 1999, destacou por sua adesão às causas populares, liderando os protestos estudantis contra a ditadura militar de Gustavo Rojas Pinilla, em 1954.

Nos finais da década de 50 do século passado entrou no Partido Comunista Colombiano, em cujas fileiras militou até a morte.

Sofreu perseguições e prisão, viajou aos países socialistas e participou de vários festivais mundiais da juventude e os estudantes, sempre interpretando suas canções.

Entre suas criações destacam, além de Cuba sim, ianques não, La solitária estrela, também dedicada à Ilha; Resiste Chile, resiste; Nicarágua vencerá; Canto a Palestina e Al pueblo de Farabundo, entre outras.

De profissão advogado, Gómez Roa trabalhou pela libertação dos presos políticos de seu país. Sua morte deixa uma marca inesquecível, símbolo de uma vida consagrada às causas libertadoras da América Latina e o resto do mundo (PL)
 

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