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C U L T U R A

Havana. 14 de Maio, de 2014

MAIO TEATRAL 2014
Diálogo do teatro com a literatura, o
cinema e o vídeo

Mireya Castañeda

"NESTA 10ª edição, Maio Teatral se interessa em conhecer como decorre o processo de inclusão da literatura, o cinema e o vídeo no teatro", segundo afirmou em Havana a diretora do Departamento de Teatro da Casa das Américas, Vivian Martínez Tabares.

"É por isso que se o espectador se detém no programa que estamos propondo, apreciará que as obras que vão apresentar os sete grupos estrangeiros e os cinco cubanos têm em comum esse diálogo", afirmou a também reconhecida crítica teatral.

"A curadoria das obras é muito exigente — salientou Martínez Tabares — mas também temos que dizer que fazemos o trabalho a partir do que temos ao nosso alcance e com o que contamos economicamente".

Durante um encontro com a imprensa, a diretora deste departamento da Casa das Américas, que está comemorando seu cinquentenário, fez uma caracterização dos 12 grupos e das obras que serão apresentadas nesta temporada, que se estenderá de 16 a 25 de maio, em seis salas da capital, e nas províncias de Cienfuegos, Camaguey e Santiago de Cuba.

Dos convidados, quatro grupos já participaram anteriormente desta cita do teatro, entre eles o emblemático Malayerba, do Equador, que nesta ocasião vai apresentar sua obra mais recente Instrucciones para abrazar el aire, dramaturgia e direção de Aristides Vargas, a qual, segundo Martínez Tabares "recreia metaforicamente o fenômeno da expropriação de crianças, durante a ditadura na Argentina".

Os dois grupos da Bolívia, Teatro de los Andes e Kiknteatr, apresentam-se com duas versões de Shakespeare "ao modelo boliviano". O primeiro apresentará Hamlet de los Andes, "com um atraente trabalho de imagem e luz" e o segundo, Romeo y Julieta de Aramburo (indicação direta a Diego Aramburu, responsável pela versão), que igualmente "contextualiza a realidade desse país".

O Brasil também chegará com dois grupos, Boa Companhia, com Primus, adaptação de Verônica Fabrini e Isabella Tardin, sobre o conto Informe para uma academia, de Frank Kafka, que "traduzem a literatura em teatro físico, acrobático, de ritmo atraente". E Teatro Coletivo da Margem, que propõe dois unipessoais interpretados pelo ator Narciso Telles, Memorial de silêncios e margaritas, conformado com textos do uruguaio Eduardo Galeano, acerca de torturados e torturadores nos anos da ditadura no Brasil, e Potestade, que parte de uma das obras mais importantes do dramaturgo argentino Eduardo Pavlovsky, onde se volta ao traumático roubo de crianças.

O grupo mexicano Teatro de Ciertos Habitantes "nos traz um clássico de seu repertório que dialoga com o cinema mudo", El automovil gris. E foi convidada a Companhia Nacional de Dança Contemporânea da República Dominicana que dirige Marianela Boán, que vai apresentar sua coreografia Sed, "um espetáculo que mistura a dança, o teatro, o canto, o vídeo, o trabalho com o objeto e a música ao vivo".

Os cinco grupos cubanos convidados dialogam com a literatura: O grupo Ciervo Encantado retorna com Un elefante ocupa mucho espacio, inspirado no conto homônimo da argentina Laura Devetach, Prêmio Casa das Américas 1975, em Literatura para crianças e jovens; o Estudio Teatral de Santa Clara, com Hojas de papel volando, sobre o livro de poemas homônimo da colombiana Patricia Ariza; o Teatro de la Luna, com Matrimonio Blanco, texto do polaco Tadeusz Rozewicz; o grupo de fantoches Teatro de las Estaciones retorna com Alicia en busca del conejo blanco, inspirada em dois textos de Lewis Carroll e o grupo Teatro El Público, com a premiada obra de Rogelio Orizondo Antigonón, un contingente épico, a partir do mito grego de Antígona.

Além do palco, esta temporada se multiplica com um Encontro de Teatrólogos Latino-Americanos e Caribenhos, workshops, desmontagens de obras, exposições e a celebração do cinquentenário da revista Conjunto, fundada pelo guatemalteco Manuel Galich.

Uma década de Maio Teatral, espaço que concede relevância ao diálogo do palco com outros gêneros, mas também entre teatrólogos latino-americanos e caribenhos, e o mais importante, com o publico que os acompanha.
 

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