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Havana. 5 Novembro, de 2014

Reunião de Especialistas em Havana
• Melhor preparados para prevenir e enfrentar o Ébola

DURANTE dois dias reuniram-se em Havana 278 especialistas e diretivos de 34 países, em um encontro de caráter técnico para a prevenção e o enfrentamento ao Ébola.

O vice-ministro de Saúde Pública de Cuba, José Ángel Portal Miranda, advertiu que a epidemia do Ébola constitui um enorme risco para a humanidade, pois cada vez se registram novos casos e as mortes continuam aumentando, sem se conseguir sua contenção. "Devemos lutar — disse — para que o Ébola não se converta em uma das maiores pandemias da humanidade".

"Somente o caminho da preparação e do trabalho conjunto poderá evitar a sua propagação", afirmou. "As intervenções dos participantes foram coincidentes quanto à preparação de programas nacionais, para o qual se requer de decisão política, organização, disciplina, rigor e eficiência", precisou o dr. Portal Miranda.

"O mais provável — expressou — é que se produza a introdução de poucos casos na região, pelo qual devemos estar muito vigilantes, consciencializar as pessoas, e que se compartilhe a informação nacional com a comunidade internacional. "Hoje estamos mais unidos e melhor preparados", declarou o vice-ministro da saúde cubano, nos minutos finais do encontro.

O evento foi útil e solidário, trocaram-se experiências, abriram-se portas, estreitaram-se mãos e laços, fizeram-se coordenações e ficaram escritas todas e cada uma das recomendações das diferentes Comissões de Trabalho.

A vice-ministra de Saúde Pública de Cuba, Márcia Cobas, foi a responsável pela leitura do relatório do evento que, como resultado dos debates, propôs diversas linhas de ação, com destaque entre elas para a necessidade de manter a vigilância epidemiológica, estimular o desenvolvimento de equipes multidisciplinares e dar ao paciente acompanhamento eminentemente clínico.

Outra das recomendações é que o país deve criar um centro nacional, no sentido de coordenar todas as medidas para evitar a introdução da doença. Ainda, é preciso garantir o cumprimento do estabelecido pela OMS e a OPAS, definir em cada país a rota crítica que garanta o envio das amostras.

Outro aspecto relevante é, ainda, facilitar a aquisição de equipamentos e meios de proteção, com preços preferenciais, e criar uma reserva para a sua utilização imediata, em casos de emergência.

PRIMEIRO CURSO INTERNACIONAL

Como resposta ao tema da capacitação e formação de recursos humanos, foi convocado o primeiro curso internacional para a prevenção e o enfrentamento ao Ébola, que será no Instituto de Medicina Tropical "Pedro Kourí" (IPK), de Havana, de 10 a 15 de novembro próximo.

"Hoje é um dia especial, porque nós todos nos reunimos convocados por causa de uma doença que pode afetar o continente americano, reunimo-nos para compartilhar nossas experiências e necessidades e a busca de soluções que vão encaminhadas a preservar a vida e à defesa da humanidade", manifestou o ministro da Saúde da Bolívia, doutor Juan Carlos Calvimonte.

"Em nome do presidente Evo e do povo da Bolívia quero dizer ao povo irmão de Cuba: muito obrigado por ter criado este espaço de preparação técnica, que viva a América, que viva o comandante Fidel, que viva o comandante Raul,", concluiu.

No conjunto de todas as Comissões foram recolhidas 151 intervenções, as quais permitiram examinar um grupo de temas transcendentais, relativamente à doença provocada pelo vírus do Ébola.

A dr.ª Carmen Rosa Fernández Martínez, da Comissão de manejo clínico da doença, informou que tinham participado 76 delegados e convidados de 18 países. Nesta Comissão ficaram definidas as seguintes linhas de ação: a necessidade de estabelecer a vigilância das pessoas que tenham viajado à área de transmissão com risco de terem sido contagiadas, e enviá-las a centros especializados para esses fins.

Define-se, ainda, o caso suspeito daqueles pacientes com nexo epidemiológico, que apresentem febre e algum dos sintomas da doença. Caso o primeiro teste do vírus resultar negativo, o teste deve ser repetido 48 horas depois; se for positivo o paciente passa para os centros de atenção; se for negativo é descartado como um caso de Ébola.

As equipes de resposta rápida seriam formadas por epidemiologistas, médicos de perfil de urgências, enfermeiras e outros especialistas, que se considere que serão treinados e serão estáveis, disponíveis durante as 24 horas do dia.

O atendimento das crianças, quando necessário, será com acompanhante, se o acompanhante padeceu a doença estará sem meios de proteção, caso contrário, com os equipamentos de proteção estabelecidos.

O acompanhamento e avaliação do paciente será eminentemente clínico, com todas as amostras nos laboratórios, situados preferentemente nas próprias unidades. Será necessária a validação do diagnóstico por parte de laboratórios certificados.

Será de importância vital estabelecer a cooperação entre autoridades reguladoras para o deslocamento de amostras através das fronteiras. Define-se o critério de alta depois do resultado negativo de dois testes acerca do vírus.

Francisco Duran García fez a relatoria na comissão sobre Epidemiologia, presidida pelo vice-ministro de Saúde de Cuba, José Angel Portal, na qual participaram 85 delegados de 29 países.

Como primeiro ponto pôs-se ênfase na necessidade de reforçar o sistema de vigilância de cada país e sua articulação com o centro nacional de enlace, para fortalecer as respostas nacionais e regionais. Outro objetivo é o de fortalecer as relações internacionais em nível de fronteiras para obter a informação avançada e mais completa sobre navios, aeronaves e outros meios que cheguem ao país.

A Comissão de Formação e Capacitação de recursos humanos teve 31 participantes de 17 países e acordaram estimular a capacitação presencial que facilite o intercambio de experiências entre especialistas que, além de incrementar os conhecimentos de identificação de vírus na região, estimule a criação de laboratórios.

Na Comissão de Comunicação Social, presidida pela doutora Marcia Cobas, participaram 35 especialistas de 14 países, além de representantes cubanos da Defesa Civil, da Associação de Comunicadores Sociais, da Faculdade de Comunicação da Universidade de Havana e do Instituto da Rádio e Televisão e do Ministério da Saúde Pública.

Nesta equipe de trabalho acordou-se fortalecer a gestão da comunicação social relativamente ao Ébola, através da criação de grupos de comunicação em nível nacional e regional para apoiar e identificar um porta-voz único, lançar mão de protocolos internacionais para a comunicação de riscos e aspectos éticos no manuseamento da informação. Desenhar planos nacionais e regionais que incluam mapas de mensagens e a identificação dos recursos tecnológicos para gerir sua disponibilidade na região.

Para tudo isso se torna imprescindível procurar fundos para campanhas de educação pública. A produção e distribuição de materiais de divulgação dirigidos às populações vulneráveis foi outra das linhas traçadas.

Potencializar o emprego dos meios regionais, como a Telesur, a rádio do sul e outros meios e produzir materiais educativos sobre o tema em espaços públicos rurais e urbanos foram outros dos temas examinados.
 

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