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Havana. 4 Novembro, de 2014

Fihav 2014: praça ideal para o fortalecimento dos vínculos comerciais

Lívia Rodríguez Delis e Lorena Sánchez García

DEVIDO ao papel importante do capital estrangeiro para o desenvolvimento econômico de Cuba, a 32ª Feira Internacional de Havana (Fihav 2014) deveio um palco ideal para a realização de ações, com vista à promoção dos principais interesses de investimento no país caribenho.

 Esta Feira, considerada a maior bolsa comercial do Caribe, teve lugar na semana passada na capital cubana, com a presença de mais de mil empresários de 60 países, atraídos pelas novas e diversas oportunidades de negócios que oferece a Ilha em todos os setores, incluindo a Zona Especial de Desenvolvimento de Mariel (ZEDM).

 Na inauguração da Feira de Havana, o ministro cubano do Comércio Exterior e do Investimento Estrangeiro, Rodrigo Malmierca Díaz, referiu-se às potencialidades que se abrem na Ilha maior das Antilhas, beneficiadas com o andamento da ZEDM e a aprovação da Lei 118 do Investimento Estrangeiro, no primeiro trimestre deste ano.

 Além de convidar empresários estrangeiros a participarem dos espaços de intercâmbio, para identificar possíveis negócios com benefícios para ambas as partes, Malmierca exortou a contraparte cubana a fazer um bom emprego das oportunidades que oferece a Feira de Havana, tanto com campo comercial como no dos investimentos.

 O funcionário cubano referiu-se, também, ao incremento do acosso por parte do governo dos Estados Unidos às instituições bancárias e comerciais que mantêm relações com a Ilha, como parte da aplicação extraterritorial do bloqueio, política que recentemente teve uma recusa quase unânime na Assembleia Geral das Nações Unidas.

 “Isso contrasta com a recente decisão do Grupo Financeiro Internacional (GAFI) de excluir Cuba dos seus mecanismos de monitoramento, como reconhecimento ao trabalho de nosso país para prevenir os delitos de branqueamento de dinheiro e financiamento do terrorismo”, precisou.

 Reiterou, ainda, a disposição cubana de ter com o governo estadunidense um diálogo respeitoso e em pé de igualdade, a partir das diferenças, com o objetivo de manter a cooperação em temas tais como o da luta contra o Ébola.

 Malmierca significou que apesar dos efeitos negativos do bloqueio e da instável situação econômica internacional, Cuba continua na sua política de cumprir estritamente seus compromissos financeiros, o que favorece a recuperação da credibilidade de sua economia.

 Também explicou que a economia cubana continuou avançando durante o ano 2014, com um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2,7%.

 “Tal como já foi informado, os resultados do primeiro trimestre deste ano evidenciam um desempenho discretamente ascendente, que embora represente uma redução, relativamente ao ano passado, mantém o sinal positivo dos últimos tempos”.

 Destacou a ampla representação dos países membros da Comunidade dos Estados Latino-americanos e Caribenhos (Celac), manifestou a satisfação especial pela presença de inúmeras delegações oficiais de nações da região e se congratulou pela significativa delegação empresarial enviada pelos principais parceiros econômicos e comerciais de Cuba: Venezuela, China, Rússia e a Espanha.

 No dia dedicado à Rússia, o ministro cubano do Comércio Exterior e o Investimento Estrangeiro se referiu ao impacto positivo nos vínculos empresariais que teve a visita recente à nação caribenha do presidente Vladimir Putin e os intercâmbios de alto nível.

 Na presença do presidente da República do Tartaristão, Rustam Nurgaliyevitch Minnikhanov, Malmierca ponderou as potencialidades que oferece para as empresas russas e suas relações com a Ilha maior das Antilhas a Zona Especial de Desenvolvimento de Mariel e a nova Lei do Investimento Estrangeiro.

 A esse respeito, o distinto visitante destacou a ampla representação do seu território na Fihav 2014, o que torna patente o interesse desses homens de negócios nas propostas da Ilha maior das Antilhas.

CUBA E A BOLÍVIA APOSTAM NA SOBERANIA ECONÔMICA

 A delegação da Bolívia ocupou uma área de exposições de 170 metros quadrados, com mais de 20 empresas, o qual significou um incremento na assistência, em comparação com a edição anterior da Feira de Havana.

 Na inauguração do estande boliviano, que contou com a presença do embaixador da Bolívia em Cuba, Palmiro Soria, a vice-ministra do Comércio Exterior e o Investimento Estrangeiro de Cuba, Ileana Núñez, afirmou que o aumento considerável na participação e diversificação das empresas bolivianas é uma prova do fortalecimento das relações econômicas e comerciais entre ambos os países, um compromisso contraído no ano 2013 com a ministra da nação sul-americana, Teresa Morales.

 Ileana Núñez explicou que apesar da crise internacional e o bloqueio, Cuba transita por um processo de atualização do seu modelo econômico, no qual o Ministério do Comércio Exterior e o Investimento Estrangeiro e outras instituições cubanas trabalham para reduzir o desequilíbrio comercial externo, recuperar a capacidade produtiva e melhorar a eficiência econômica, mediante o fomento e a diversificação dos produtos para a exportação, a substituição efetiva de determinadas importações, a cooperação e a transformação da indústria, garantindo paralelamente a justiça e a igualdade social.

 CHINA MOSTRA MAIOR INTERESSE DE INVESTIR EM CUBA

 “Cuba é o maior parceiro comercial da China na área do Caribe”, indicou o vice-presidente do Conselho Chinês para o fomento do comércio internacional, Wang Jinzhen, durante a inauguração, em 3 de novembro, do Dia Nacional dedicado a esse país asiático.

 Jinzhen destacou, na presença do ministro cubano do Comércio Exterior e o Investimento Estrangeiro, Rodrigo Malmierca, que hoje em dia o volume do intercâmbio comercial entre as duas nações é da ordem de US$ 1,8 bilhão e que depois da visita do presidente chinês Xi Jinping ao nosso país as relações nesse sentido entraram em uma nova etapa.

 “Durante todos estes anos, em que viemos participando da Fihav, percebemos que cada dia aumenta a representação das empresas com produtos de qualidade, o qual demonstra que os nossos empresários têm um grande interesse pelo mercado cubano”, assinalou.

 Por seu lado, o embaixador da China na Ilha, Zhang Tuo, indicou que tanto Cuba quanto seu país têm hoje as condições necessárias para o intercâmbio. “Vocês com a nova Lei do Investimento Estrangeiro deixam o território pronto, enquanto nós tentamos que nossas empresas se convertam em transnacionais, por isso a China se converteu hoje, pela primeira vez, no maior inversor neto do mundo”. •

Cuba apresenta mais de 200 projetos na sua carteira de negócios

• O ministro cubano do Comércio Exterior e o Investimento Estrangeiro, Rodrigo Malmierca Díaz, qualificou a carteira de oportunidades de negócios, apresentada na Fihav 2014 de uma “ferramenta importante para atrair investidores”. A referida carteira conta com 246 projetos, valorizados em US% 8,7 bilhões, aproximadamente.

 Em uma apresentação concentrada também nas políticas setoriais aprovadas pelo governo cubano, o ministro explicou que esses projetos, os quais resumem os interesses a desenvolver com o capital estrangeiro na Ilha, não constituem a totalidade dos que foram concebidos até este momento, pois alguns deles já estão no processo de negociação e foram excluídos na informação entregue aos empresários presentes.

 Segundo o funcionário cubano, os interesses abrangem todos os setores e as províncias da Ilha e a maioria deles conta com estudos prévios quanto às suas possibilidades reais e estudos econômicos, o que oferece mais detalhes e facilita a decisão do empresário.

 Entre os projetos que mais expectativas provocaram se encontram os que foram ideados para a Zona Especial de Desenvolvimento de Mariel (ZEDM), que somam 25, distribuídos fundamentalmente nos ramos agro alimentar, da biotecnologia e medicamentos, indústria e energia renovável.

 Malmierca fez um breve resumo acerca da ZEDM, a qual foi inaugurada há aproximadamente um ano e onde foram construídas importantes e modernas obras de infraestrutura para que os investidores que se estabeleçam ali disponham de parcelas com o terreno pronto e os serviços básicos requeridos.

 Por setores, até o momento foram identificadas 221 oportunidades de negócios, com uma ampla representação nas esferas do petróleo (86), o turismo (56) e no agro alimentar (32).

 O ministro esclareceu que no setor da agroindústria a ênfase é na promoção de projetos integrais que incrementem o desenvolvimento sustentável e elevem a eficiência, qualidade e competitividade das diferentes formas de gestão que operam no setor.

 Aliás, considerou que têm importância vital os projetos encaminhados a fomentar o emprego das fontes renováveis de energia, com o objetivo de contribuir para a mudança gradual da matriz energética e atingir, no ano 2030, 24% no emprego de fontes mais limpas na geração de eletricidade.

 Malmierca frisou que a carteira será atualizada anualmente está aberta a novas iniciativas que fomentem o desenvolvimento da economia da Ilha.

 Em sua exposição o ministro do Comércio Exterior e o Investimento Estrangeiro lembrou alguns pormenores dos princípios gerais da política para o investimento estrangeiro que, entre seus objetivos, está encaminhada ao acesso a tecnologias avançadas, com o fim de elevar a produtividade e permitir o emprego eficiente da força de trabalho.

 Em outro momento, o ministro destacou que, ainda que o capital estrangeiro venha a ser um elemento ativo e fundamental para o crescimento, também se prevê que complemente projetos nacionais de desenvolvimento científico e tecnológico.

 Malmierca assinalou que o governo cubano também resolveu não outorgar direitos de exclusividade sobre o mercado cubano, pelo qual o parceiro estrangeiro poderá ser fornecedor e cliente do negócio, em igualdade de condições com terceiros.

 Ao amparo da Lei 118 do Investimento Estrangeiro, os empresários têm um conjunto de garantias as quais, junto da estabilidade política, social e jurídica da Ilha, sua colocação no centro de um mercado em expansão e sua mão de obra altamente qualificada, entre outras vantagens, convertem Cuba em uma praça exclusiva para o estabelecimento frutífero de atividades comerciais.

 Tudo isso apesar do bloqueio e outros obstáculos que ainda prejudicam o bom desempenho das relações deste tipo da Ilha maior das Antilhas com o mercado mundial.

 

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