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Havana. 12 Novembro, de 2014

Cuqui: uma cubana de coração

Nuris Barbosa León

DESDE o verão do ano 1991 visita Cuba uma brigada de amigos de Porto Rico, que tem o nome de Juan Rius Rivera, nome de um lutador independentista desse país que participou nas guerras de independência cubana do século 19 e ganhou a patente de general.

Um desses visitantes é Carmen Virginia López Vélez, conhecida como Cuqui, que em mais de vinte ocasiões já veio a Cuba. Sua profissão é assistente social e mora em San Juan, a capital. Ela milita no Comitê de Solidariedade e faz parte da Junta diretiva para a coordenação das brigadas, segundo conta ao Granma Internacional.

"Os integrantes das brigadas nunca se dispersam, participam de uma rede de solidariedade com Cuba e com os povos da América Latina. Fazemos manifestações nas ruas, em frente da embaixada dos EUA em Porto Rico ou outro organismo governamental. Exigimos a liberdade dos lutadores antiterroristas cubanos, presos nos EUA, o fim do bloqueio a Cuba e a desocupação da base de Guantánamo. Mobilizamo-nos para a realização de atividades culturais ou sindicais e sempre convidamos várias personalidades ou intelectuais que possam explicar as injustiças cometidas".

Como membro da Comissão dessa rede, qual é o outro trabalho que realiza?

Nós determinamos as atividades que cada brigada vai realizar em Cuba e escolhemos os porta-bandeiras. A entrega da bandeira é o momento mais importante, porque se torna implícita a homenagem a realizar com alguma figura patriótica de Cuba ou do meu país, explicamos o programa conformado e as iniciativas a empreender. Escolhemos figuras que tiveram destaque nas diferentes lutas em Porto Rico para que sejam os porta-bandeiras. Nesse ato faz-se um sarau cultural com os artistas que trazemos na brigada.

Também explicamos a realidade cubana e enfatizamos na possibilidade de que se façam doações de materiais escolares, equipamentos informáticos ou médicos. Nós próprios financiamos a estada da brigada no território cubano e outra das atividades que promovemos é a noite cubana, destinada a degustar pratos, acompanhados de um espetáculo cultural. O dinheiro arrecadado é empregado para o financiamento da brigada, sua logística.

Qual tem sido uma das ações de maior impacto da brigada?

Todas as ações têm tido seu impacto porque tentamos não repeti-las. Ao concluir a campanha em prol da liberdade de nossos presos independentistas, começamos outra jornada que chamamos do Yunque ao Pico Turquino.

Estivemos preparando-nos durante um ano para levar cinco bandeiras ao Yunque, a elevação mais alta que temos em Porto Rico, para depois trazê-las a Cuba e subir o Pico Turquino. Com essa ação também pretendemos exigir a liberdade dos lutadores antiterroristas cubanos, presos injustamente nos cárceres do império, lembramos o legado de Hugo Chávez e de Ernesto Guevara, as lutas do movimento operário internacional e a juventude. Foi impressionante porque nesta brigada trouxemos pessoas maiores de 60 anos, jovens e adolescentes menores de 18 anos e houve um treinamento esportivo, para poder subir essas montanhas.

Para a brigada de 2014, quais iniciativas fizeram?

Propusemo-nos encontros teóricos com a história de Cuba. Conhecemos do processo de transformação econômica implementado nos últimos anos e conversamos com especialistas cubanos para nos esclarecerem acerca do tema. Fomos à escola Pedro Albizu Campos, no município de Unión de Reyes, na província de Matanzas e levamos materiais escolares. Essa escola de ensino primário tem uma grande significação para nós porque leva o nome de um patriota e líder independentista portorriquenho. Já visitamos essa escola em várias ocasiões e a queremos com o coração.

Ainda, estivemos no instituto pedagógico Pedro Albizu Campos, no município de Guines, na província Mayabeque, e lembramos Camilo Cienfuegos, um comandante da Serra Maestra, desaparecido em 1959, em um acidente de aviação. No ensejo dessa homenagem conversamos com populares do município de Yaguajay, em Sancti Spíritus e visitamos escolas vocacionais militares, conhecidas como Camilitos. E percorremos a cidade de Santa Clara.

O que é que planejam realizar na próxima brigada?

Queremos trazer uma grande delegação cultural para que participe do Festival do Caribe, que se realiza cada ano em Santiago de Cuba, porque pensamos homenagear os 500 anos da fundação dessa cidade da parte oriental de Cuba.

Por que seu amor por Cuba?

Eu lembro que quando era criança contribuí com cinco centavos para uma coleta para apoiar a Revolução Cubana, em 1960, e na época tinha seis anos. Acompanhei um irmão mais novo, com ideais independentistas e ele me fez ver a possibilidade de um país diferente, tendo o exemplo desta Ilha.
 

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